Você costuma seguir à risca as orientações médicas? Saiba mais.

Você deve ter na sua família um idoso que sempre esquece de tomar alguma medicação, confunde os remédios, tomou uma quantidade acima da indicada ou mesmo ingeriu algo indicado por um conhecido, sem prescrição médica.... Pois infelizmente, o grupo dos idosos está entre os mais suscetíveis a má administração de medicamentos, apesar de sua vulnerabilidade. Esses hábitos podem trazer sérias consequências à saúde, como intoxicação, reações alérgicas, dependência e, em alguns casos, podendo chegar até mesmo ao óbito.

A população de idosos no Brasil não para de crescer, já são mais de 30 milhões de idosos, segundo última pesquisa realizada em 2017 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Sendo o Rio Grande do Sul um dos estados com o maior número de pessoas com 60 anos ou mais (cerca de 18,6% de sua população). Consequentemente, os números de reações adversas a medicamentos (RAM), representaram já em 2016, 30% das ocorrências no Plantão de Emergência do Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul (CIT-RS).

Para o Geriatra da Verte Saúde, Dr. Iraja Carneiro Heckmann, esses números elevados simbolizam a dificuldade própria da idade: “Com a idade se aumentam também os problemas de saúde e consequentemente o número de medicamentos. Há também outros fatores, como problemas de visão que podem dificultar a identificação de comprimidos, ou medicamentos que tem nomes parecidos e costumam causar confusões”.

Por isso, alguns cuidados devem ser redobrados na hora de administrar a medicação, como evitar a automedicação, por exemplo. É importante fazer um acompanhamento periódico e seguir as recomendações médicas, além de buscar compreender os efeitos colaterais sobre os medicamentos. Outra medida para evitar esquecer a dosagem, a sequência e o horário dos remédios é criar uma lista com todos os medicamentos a serem tomados durante o dia e colocá-la em lugares de fácil visualização.  

Fonte: IBGE e Agência Brasil.

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