Cerca de 35 mil brasileiros possuem a doença que acomete principalmente jovens entre 20 e 40 anos.

Uma doença silenciosa, progressiva e sem cura. A Esclerose Múltipla é uma doença crônica e autoimune, ou seja, o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do próprio corpo por engano, provocando lesões cerebrais e medulares. Seus portadores costumam ter de 20 a 40 anos sendo as mulheres sua maioria. Estima-se que 35 mil brasileiros convivem com a doença atualmente, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, ABEM.

Ainda muito pouco conhecida, cerca de 46% da população brasileira desconhecem os sintomas da Esclerose Múltipla, segundo última pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha. De acordo com o Neurologista da Verte|Saúde, Dr. Ronald Franke, os sintomas variam de quais nervos foram afetados: “Pode ser uma dificuldade de falar, de deglutir, uma perda de visão, de força nas pernas e braços ou mesmo espasmos são alguns dos principais sintomas”.

O Dr. Franke explica ainda que a Esclerose Múltipla é difícil de ser identificada, pois ela pode se confundir com outros problemas de saúde: “A doença possui um diagnóstico de exclusão, ou seja, só é feito através da eliminação de outras causas possíveis. É preciso um exame laboratorial, ressonância magnética cerebral, e o exame do líquido cefalorraquidiano para um diagnóstico mais assertivo”.

Embora a doença não tenha cura, o tratamento consiste em seu controle e na redução da progressão da doença. Dr. Franke lembra que existem alguns medicamentos que ajudam a suprimir as crises, mas ressalta a importância dos métodos complementares e de reabilitação: “Após as crises, são indicadas a terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia e a psicologia, por exemplo, que podem ajudar o paciente a ter uma melhora significativa na sua qualidade de vida”.

 

Fonte: Neurologista da Verte Saúde, Dr. Ronald Franke.

Fontes externas: Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, ABEM.

 


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